A maior loucura de Marty Supreme é sempre a próxima
E é isso que torna o novo filme de Josh Safdie tão fascinante.
Olá. Esta é a primeira edição da Anêmona exclusiva para assinantes pagos. Conforme avisei algumas semanas atrás, eu decidi dar esse grande passo na minha produção de conteúdo textual pra Internet. Chega a ser até meio poético eu ter escolhido Marty Supreme como tema da minha primeira edição paga, por causa de todo aquele lance de “dream big” e tudo mais. A Anêmona ainda terá edições gratuitas, é claro, mas pelo menos uma edição por mês será exclusiva. Então, se você gosta dos meus textos e quer contribuir com essa minha nova empreitada, basta se tornar um assinante por apenas R$9 mensais ou R$110,00 por ano. Também tem a opção do plano “Mergulhador Profissional”, por R$250,00 por ano (embora, devo confessar, ainda não sei bem o que fazer pros assinantes dessa categoria específica).
Ok, vamos ao que interessa.
AVISO: O TEXTO A SEGUIR CONTÉM SPOILERS.
Quando Timothée Chalamet ganhou o prêmio de Melhor Ator no SAG Awards de 2025 — por sua interpretação em Um Completo Desconhecido, cinebiografia de Bob Dylan dirigida por James Mangold —, ele disse em seu discurso que aquilo significava muito para ele e que desejava estar entre os maiores artistas do ramo, os mesmos que o inspiraram durante toda a sua vida. Há quem tenha achado esse discurso um tanto exagerado ou até soberbo. Mas agora, com o devido distanciamento do tempo, acredito que é possível dizer que, sendo algo premeditado ou não, a campanha de Chalamet para um de seus próximos trabalhos, o filme Marty Supreme, começou exatamente ali, com aquele discurso, pois esse é basicamente o cerne do filme: alguém que quer ser um dos maiores, quiçá o maior.
(Aliás, a campanha de divulgação de Marty Supreme renderia um texto à parte, pois ela é tão maluca quanto o próprio filme. Mas vamos nos ater à obra em si.)




